Ministro
instala comitê de mobilização contra a rubéola
Unicef, Organização Pan-Americana de Saúde e outros 200 parceiros do governo participam
de campanha nacional para imunização de 70 milhões de brasileiros.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, instalou, nesta quarta (2), o Comitê Nacional de Mobilização
para Eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). O Comitê conta
com o empenho de mais de 200 instituições parceiras do governo federal na erradicação da doença
e da Síndrome da Rubéola Congênita no país até 2010, meta definida pelo Ministério da
Saúde. “Essa parceria é importante porque mobiliza empresas, ONGs, sociedades de especialistas e conselhos
nacionais de secretários estaduais e municipais de Saúde”, avaliou Temporão.
As instituições parceiras do governo representam diversos segmentos públicos e privados, como Organização
Pan-Americana de Saúde (Opas), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Sesc, Caixa Econômica
Federal, Ultragás, Liquigás, Vivo, MST, Rede Globo, Wall Mart, Carrefour, Unilever, Abia e Abras. Elas vão
colaborar em todos os processos de organização, operacionalização e avaliação da campanha
nacional de vacinação contra a rubéola e a SRC, no período de 9 de agosto a
12 de setembro. “Esses
parceiros são fundamentais na estratégia de mobilização para que possamos erradicar a doença
num prazo curto”, reforçou o ministro.
As entidades que integram o Comitê vão apoiar as ações de governo em atividades como reforço
na divulgação da campanha, mobilização de públicos internos, articulação de
correspondentes nos estados e municípios e cessão de colaboradores e espaço para montagem de postos de vacinação.
Além do ministro Temporão e do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde,
Gerson Penna, participaram da cerimônia de instalação do Comitê, no Ministério da Saúde,
em Brasília (DF), os representantes da Opas, Diego Victória, e da Unicef, Cristina Albuquerque; o secretário
de Atenção à Saúde do ministério, José Carlos Noronha, e a coordenadora do Programa
Nacional de Imunizações (PNI) do ministério, Marília Bulhões.
Campanha – A campanha nacional de vacinação contra a rubéola é direcionada
a homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos de idade. “Todos deverão ser vacinados, independentemente do histórico
de vacinação ou se a pessoa já teve a doença”, destacou Penna.
Segundo ele, a vacina contra a rubéola só não deve ser aplicada em mulheres grávidas, em qualquer
período da gestação. Esta é a única restrição à vacina. “Precisamos
alcançar a chamada ‘imunidade de grupo’, ou seja, que o país tenha um nível muito alto de anticorpos
contra o vírus da rubéola”, explicou o secretário.
Homens – A meta do Ministério da Saúde é vacinar 34,7 milhões de mulheres
e 35,3 milhões de homens. Dos 8.407 casos de rubéola confirmados no país, em 2007, 70% corresponderam a
pacientes homens.
“Já avançamos na educação da população masculina, chamando a atenção
de que os homens têm que se mobilizar, têm que estar mais acessíveis e permeáveis às campanhas
de promoção da saúde e prevenção”, disse o ministro Temporão. “E essa é tipicamente
uma campanha em que, se o homem não participa, um elo da cadeia se rompe e não conseguimos alcançar o objetivo
de erradicar a doença”, completou.
Dimensão – Nos estados de Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande
do Norte, homens e mulheres com idade entre 12 e 39 anos receberão a vacina tríplice viral contra rubéola,
sarampo e também caxumba. Também no dia 9 do próximo mês, o Sistema Nacional de Saúde
(SUS) realizará a segunda etapa da vacinação contra a poliomielite, cujo objetivo é imunizar 15 milhões
de crianças menores de cinco anos.
“Esta será a maior vacinação do planeta”, destacou o secretário Gerson Penna, lembrando
que, na campanha nacional, os adultos com idade entre 20 e 39 anos a serem vacinados contra a rubéola também serão
imunizados contra o sarampo (vacina dupla viral). Quase R$ 220 milhões serão investidos pelo governo federal
no financiamento das cinco semanas de campanha.
No ano passado, 8.407 casos da doença foram confirmados em todo o país. Entre os 20 estados que registraram a incidência
da rubéola, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro foram os que mais contabilizaram pessoas infectadas:
2.668, 1.603 e 1,5 mil, respectivamente. Também foram confirmados 17 casos de Síndrome da Rubéola Congênita,
quando a infecção causada pelo vírus se complica, principalmente no primeiro trimestre da gravidez.
“A vacinação indiscriminada é a única forma de se eliminar o risco da ocorrência de casos
e surtos, como também as graves conseqüências da doença para as crianças”, afirmou Penna.
A vacina contra a rubéola faz parte do calendário de vacinação infantil. Quando a doença acomete
crianças, as principais conseqüências para a saúde do paciente são cegueira, surdez e retardo
mental. Nas mulheres grávidas, a infecção causada pelo vírus da rubéola resulta em malformação
congênita no bebê.
SAIBA MAIS
O que é a rubéola?
A rubéola, também conhecida como “sarampo alemão”, é uma doença infecto-contagiosa
causada por vírus.
Qual a causa?
É transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus da família Togaviridae.
Quais os sintomas?
O paciente apresenta febre baixa, manchas na pele, dores de cabeça e pelo corpo.
Como se transmite?
A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa por meio de secreções expelidas pelo doente
ao tossir, falar ou respirar.
Como tratar?
Não há tratamento específico para a rubéola. Os sinais e sintomas apresentados devem ser
tratados de acordo com a orientação de um médico.
Como se prevenir?
Atualmente, a vacina para crianças aos 12 meses de vida consta do calendário nacional de vacinação.
Uma segunda dose que deve ser aplicada entre quatro a seis anos de idade. Para homens e mulheres, a vacina também está disponível à faixa
etária de 12 a 49 anos para as mulheres e de 12 a 39 anos para os homens.
Como é feito o diagnóstico?
Algumas doenças se manifestam de forma semelhante à rubéola, como sarampo, escarlatina e dengue.
Na situação atual de eliminação da rubéola, é muito importante identificar precocemente,
diagnosticar e classificar casos suspeitos, como também realizar as ações de vigilância de forma adequada.
Por Renatha Melo, da Agência Saúde
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Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da rubéola
População de 20 a 39 anos deve procurar postos a partir de 9 de agosto.
Campanha é focada em homens e pretende atingir 70 milhões em todo o país
O Ministério da Saúde (MS) prepara campanha inédita e de grande dimensão que começa no
dia 9 de agosto. A Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola pretende vacinar
aproximadamente 70 milhões de pessoas de ambos os sexos durante cinco semanas. Em Alagoas, serão 1 milhão
de homens e mulheres de 20 a 39 anos e toda a população indígena aldeada. Em toda a região Nordeste,
a meta é vacinar 18,9 milhões de pessoas.
A imunização será feita em duas grandes frentes: com a aplicação da vacina Dupla Viral (sarampo
e rubéola) em homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos de todo o país, e por meio da vacina Tríplice
Viral (sarampo, caxumba e rubéola) em indivíduos entre 12 e 19 anos nos estados do Maranhão, Minas Gerais,
Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, além de toda população indígena que vive em aldeias.
As ações para mobilização feitas pelo ministério já começaram e são
intensas. O ministro da saúde, José Gomes Temporão, enviou no fim de junho, cartas individuais a todos
senadores, deputados, governadores, prefeitos, secretários estaduais e municipais de saúde e integrantes dos Conselho
Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde
(Conasems), conclamando os gestores a participarem ativamente dessa grande ação, sensibilizando a população.
O ministério enviou também para os estados e municípios o plano de ação da campanha e o manual
técnico-operacional.
PREVENÇÃO - A ação está dentro do compromisso firmado pelos países das Américas
durante a 44ª Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) de eliminar
até 2010 a rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) – que pode causar aborto
ou malformações no bebê. A rubéola é uma doença infecto-contagiosa que pode até matar.
A campanha faz parte de uma ação preventiva para evitar a disseminação da doença. O foco
principal é a população de sexo masculino, já que, em anos anteriores, mulheres e crianças
foram o alvo. Em 2006, houve um aumento de casos confirmados da rubéola nos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
Em 2007, a doença atingiu 20 estados brasileiros, totalizando 8.156 casos, sobretudo nas regiões Sudeste, Sul,
Nordeste e Centro-Oeste. A faixa etária mais acometida é a de 20 a 34 anos de idade e 70% dos casos confirmados
ocorreram no sexo masculino.
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