| Saúde Muito
mais do que boa forma.
Prevenção
ainda é o melhor remédio
As pessoas estão buscando melhor qualidade
de vida com informação e exercícios. Não
que prevenção seja um assunto novo. Não!
Na verdade nos EUA, esta palavra já é estudada há
muitos anos e o Brasil só veio dar continuidade ao processo,
fazendo a população se cuidar e se mexer, literalmente.
Fazer exercício é bom para a saúde,
isto é senso. Fazer muito exercício, portanto, seria
excelente? Raciocínio equivocado. Os limites da malhação
devem ser respeitados para o exercício não causar
um efeito rebote, ou seja, ao invés dele minimizar estresse
seria mais um causador dele. Deixe este patamar de prática
para os competidores de alto nível. A busca pela qualidade
de vida e prevenção deve ter espaços bem
divididos, para o lazer, família, trabalho e exercícios.
De acordo com Dr. Helio Raia, diretor comercial do Hospital do
Coração em São Paulo (HCor), “as pessoas
em primeiro lugar devem analisar a sua herança genética”.
Quais problemas de saúde têm na sua família?
Não que seja exata a relação, mas tudo pode
começar pela hereditariedade. Já o Prof. Doutor
Livre-docente do HC, Dr. Mauricio Simões Abrão,
ginecologista e obstetra, salienta sobre a mulher, dizendo que,
“nas últimas décadas, o perfil de doenças
da mulher tem mudado de forma relevante. Percebeu-se aumento na
incidência de doenças hormônio-dependentes
como câncer da mama, câncer do endométrio (tecido
que reveste a cavidade do útero), endometriose, entre outras.
Dentre os fatores que concorrem para isto, destacam-se o aumento
da incidência de obesidade (uma vez que mulheres obesas
têm níveis hormonais femininos mais elevados); causas
medicamentosas, aumento do estresse com conseqüente maior
fragilidade do sistema imunológico, além de possíveis
fatores do próprio ambiente. Acredita-se hoje, que substâncias
que decorrem da combustão de alguns poluentes, possam elevar
os níveis de estrogênio na mulher."Com as afirmações
do Dr. Helio e do Dr. Mauricio, devemos ficar mais atentos ainda
à prevenção, porque o que nos rodeia, seja
hereditariedade ou as condições em que vivemos,
nos desfavorecem em todos os sentidos.
A prevenção
deve começar cedo
A mulher - já na gestação -
deve iniciar sua prevenção e do bebê, fazendo
um cuidadoso pré-natal. “Depois de um bom pré-natal,
o próximo passo dos pais será ficar de olho nas
vacinas imunizantes e nas doses que devem ser reforçadas
ao longo do crescimento. Com isto, grande parte dos problemas
que acometem as crianças já será erradicada”,
completa Raia.
Os exames mais solicitados no HCor são os
“cardiológicos, incluindo o teste ergométrico
(teste de esforço), os laboratoriais como colesterol, glicemia
e triglicérides, bem como os raios-X de tórax”,
cita Dr. Helio. Como vemos a população está
ficando bem informada, já que estes exames são os
básicos a serem feitos para uma população
jovem.
É uma pena que a grande maioria dos convênios
médicos não cobrem os exames preventivos. De acordo
com Dr. Helio, “a OMINT é um dos poucos planos que
cobrem estes exames que, se a pessoa for pagar, o custo gira em
torno de R$1500,00 (hum mil e quinhentos reais) no HCor”.
O corpo em seu auge
e a longevidade
Que a juventude por si só nos protege é
fato. Mas que o envelhecimento é implacável também
é. Então temos que prolongar ao máximo a
boa saúde para tirar o melhor proveito das fases da vida.
A mulher na década dos 30 anos está
em seu auge biológico. Mas deve ficar atenta também
que, é também a partir dos 30 anos que o metabolismo
feminino começa a ficar mais lento, preguiçoso.
A corrida contra o envelhecimento e prevenção de
doenças deve ser levada mais a sério ainda, porque
uma vida boa aos 80 anos é conseqüência de uma
prevenção desde a juventude. Exercícios que
são muitas vezes negligenciados aos 20 anos, e, se tornam
quase uma obrigação quando se chega aos 30. Ainda
mais e, especialmente, depois da gravidez. Uma mulher ativa antes
de engravidar, após liberação médica,
deverá continuar seus exercícios com as devidas
adaptações, mas não deve parar, virar sedentária.
Já a mulher que era inativa e engravida, a preocupação
com o início de um programa de exercícios já
deve ser bem mais controlada e estudada. De vinte anos para cá,
o número de mulheres que engravidam pela primeira vez após
os 30 anos de idade triplicou no mundo. É a era do casal
moderno, ou seja, procuram estabilidade nas relações
afetivas e financeiras para depois vir à dedicação
familiar. A mulher moderna está bem mais ocupada e não
procura mais um marido para “apenas ser casada” e
sim para ter um companheiro para dividir emoções,
decepções, conquistas e realizações.
O homem aos 30 anos não é muito diferente
da mulher. Está em plena atividade, é o auge da
potência sexual. Consegue ganhar 15% de massa muscular com
uma rotina de exercícios constante. Após os 35 anos,
ganha-se em média, 3 quilos a cada década. Já
aos 40 anos, a perda de massa óssea é de 0,3% ao
ano. Aos 60 anos, o homem já perdeu em torno de 5% de sua
massa óssea. Como vemos, a queda do organismo é
certa, mas pode ser prolongada. A mulher ainda tem o fantasma
mais presente da osteoporose, agravada muitas vezes pela falta
deste mineral na dieta alimentar desde a juventude e na falta
da reposição exógena (ingesta de complementos).
E, para finalizar, a gordura acumulada nos últimos anos
aumentará o risco de diabetes e hipertensão. Desanimador
não ? Se você pensar somente nos aspectos ruins e
em doenças sim, mas se você se cuidar, o panorama
pode ser diferente.
Fonte: Dieta e Saúde
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